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Não se enfrenta uma guerra com soldados sem arma

Grandes revoluções civis marcaram a história da humanidade. Por trás delas, muitas mortes e profundas cicatrizes para as civilizações que precisaram enfrentá-las. A pandemia causada pela COVID-19 é uma guerra mundial em que se enfrenta um oponente invisível, minúsculo, com grande capacidade de multiplicação e sem qualquer barreira geográfica, social, étnica ou etária.

Nesta guerra nós, da MedPós, chamamos a atenção para os soldados da linha de frente, os que estão cara a cara com o inimigo todos os dias, sem conseguir dominá-lo, enxergá-lo ou combatê-lo.

Esses soldados, com alta competência e comprometimento, trabalham além dos limites físicos e emocionais para diminuir as consequências desse ataque. Muitas vezes, essa guerra é vã, e mesmo assim eles continuam lá, expondo-se ao iminente risco de também serem atacados.

A única defesa desses soldados, ou suas armas para essa guerra, são os equipamentos de proteção. Os médicos e todos os profissionais de saúde que estão no front dessa batalha precisam de condições de segurança para enfrentar a situação.

Não fornecer EPIs (equipamentos de proteção individual) é como enviar um soldado para a linha de frente sem armas – eles serão os primeiros a serem atacados.

Ainda há profissionais sendo expostos à contaminação por falta desses dispositivos básicos de segurança. É necessário um esforço conjunto da sociedade para que aqueles que estão no enfrentamento direto da pandemia tenham mínimas condições de trabalho.

Não podemos ficar reféns da importação desses materiais. Não estamos falando de nenhuma tecnologia complexa ou presa a patentes. Estamos falando de tecidos e insumos plásticos e acrílicos que podem facilmente ser supridos pela indústria brasileira.

A indústria têxtil pode, com facilidade, produzir máscaras, aventais e outros insumos dessa natureza em larga escala e com agilidade. As movimentações nesse sentido não estão sendo suficientes, mais ações coordenadas entre o poder público e a iniciativa privada precisam ser colocadas em prática.

Vale lembrar o tamanho do Brasil. Esses equipamentos precisam chegar, em quantidade suficiente, aos mais distantes postos de atendimento onde houver um profissional que poderá estar exposto ao risco. O inimigo é invisível e com grande capacidade de multiplicação, precisamos agir com a mesma velocidade.

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